Quem Vive de Passado é Museu

Muitas vezes a gente se pega pensando no passado,
no que foi perdido e no que foi conquistado,
mas não para fazer algum tipo de balanço
e sim para cutucar algo que ainda nos dá ranço.

Chega a ser uma brincadeira sadomasoquista,
pois focamos justo em coisa malquista,
no que já nem mais está presente,
porém, fazemos questão de pôr de novo sob lente.

Mas é uma faca de dois gumes essa atitude,
pois quanto mais nos apunhalamos pela nossa desvirtude,
mais que nos enfraquecemos diante dos novos desafios,
e por medo de arriscar, deixamos pobres nossos epitáfios.

E a única forma de perceber que a zona de conforto ficou desconfortável,
é se você diz que não quer algo, mas sozinho depois cai em choro deplorável,
pois queria mas achou que não era para seu bico,
por isso, enquanto der, corra todo risco.

E ainda que nem sempre dê certo,
pelo menos a cada tentativa da felicidade você fica mais perto,
pois quem vive do passado é museu,
então não se prenda mais a tudo aquilo que já morreu.

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