Volante

Por Gigi Pormei

Muitas vezes nos sentimos pela vida perdidos
como um carro a cair pela ribanceira.
Sentimos de forma vazia as horas e os dias idos.
O calendário de mais um ano vai para a lixeira.

Acontece que a gente nasce nu,
e infelizmente sem um mapa e nem manual de fábrica.
E logo temos que entrar no jogo da vida tão cru,
que mói aquela nossa criança interior que vivia eufórica.

Porém, há aqueles que dizem saber até o que terão de futuro,
ou quem planeja tudo que pode na ânsia de nunca errar.
Outros que têm tudo na mão e se desviam para caminho inseguro,
e quem acha sua estrada quando menos poderia esperar.

Seja como for, não podemos ficar apenas à mercê da vida com seu cassino,
e temos que agarrar o volante de nosso próprio destino.
Nem tudo está perdido para aquele que escuta os sinais com zelo e tino,
e sabe enxergar as sinalizações, mesmo que postas de modo paulatino.

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