Varal

Você já foi como um varal,
e eu apenas como uma velha roupa
tentando em ti me pendurar,
com medo de cair descomunal.

Mas aos poucos suas palavras
foram como prendedores
me impedindo de me manifestar.
Silêncio para fora; de ira por dentro larvas.

Invejava sua firmeza e sua flexibilidade,
e eu toda mole, toda simplória.
Já era de vontade desbotada.
Fora de moda; fora de idade.

Mas com tanta tempestade,
caí, e caí em mim mesma.
E do chão não passei,
e com o novo sol na cara, vi a verdade.

Eu não estava segura com você, mas presa.
E vejo que te perder não foi nada mal.
Livre, voando com o vento,
indo enfeitar quem me quer com certeza.

Por Gigi Pormei

Em Qual Varal Estamos nos Pendurando?

Nas minhas aulas de Marketing estão falando muito sobre a questão da autoridade e de que com isso se conquistar a “aprovação social”.

Mas sempre fui questionadora e vejo que não são apenas marcas que dependem dessa aprovação alheia ou qualquer negócio que queiramos abrir.

Nós também muitas vezes de forma consciente ou inconsciente acabamos querendo nos pendurar em algo ou alguém: seja em um amor que se checarmos não está nos trazendo tantos benefícios assim; seja em um emprego que na verdade não é bem o que gostaríamos; ou em ideologias que só nos afundam em um mar de agressividade com quem não concorda com a gente.

“Ventos” vêm de fora: seja de um amigo, de um vizinho ou parente para tentar nos tirar disso antes que seja tarde demais. Ou até mesmo nossa intuição fica lá no fundo em “off” na nossa mente só para nos dizer “Cuidado, isso não está lhe fazendo bem”. Mas a gente quer ficar pendurado nisso, até nossos dedos não aguentarem mais.

E então “caímos na real”, vemos que nos enganamos e saímos de uma velha crença e forma de pensar para enfim iluminar nossa percepção e mudamos de ideia.

E quando esse momento chega, paramos de nos preocupar se estamos agradando ou não, e descobrimos nossa própria força e vemos que podemos nos segurar em nós mesmos.

Espero que goste da Poesia de hoje! E se sim, envie para um amigo que precisa se desvencilhar de velhos “varais”!

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